A banda

A Banda Encruzilhada, após anos na estrada, traz como marca, atualmente, sua identidade própria. Essa conquista foi possível aos poucos, passo a passo, a partir do surgimento e integração das composições autorais que, hoje em dia, junto a versões e releituras do Rock Nacional e da MPB, integram o setlist do grupo. O foco é criar, mostrar as vozes abrigadas nos âmagos de cada um dos integrantes.

O COMEÇO DA HISTÓRIA

A banda surge em meados de 1996, quando três amigos (Carlos Cardoso – bateria -, Renato Sanches – baixo – e Chico Sant’Anna – vocal) resolvem encampar a ideia de divulgar um tipo de som diferente do que se via na época: os três indicam, como ponto de partida, sons obscuros de bandas de Rock’n’Roll dos 60 e 70. Esse ideal é abraçado, poucos meses depois, pelo guitarrista Sandro Ferreira, personagem que completa a Primeira Formação Clássica do grupo.

Essa vontade de divulgar sonoridades incomuns é mantida mesmo com a substituição de Sandro pelo guitarrista Everton Tonini. A Segunda Formação Clássica é percebida a seguir, com a integração de Marcelo Jacob (guitarra, gaita e voz): é neste período que a banda, pela primeira vez, passa a investir na produção de sons autorais, iniciativa que possibilita o primeiro CD. Porém, durante a produção da segunda leva de músicas, Everton sai e a banda entra em uma fase crítica. Sílvio Quartucci (guitarra) e Thiago Andreatta (teclados) são integrados e a banda, deixando as composições próprias de lado, assume uma sonoridade mais pop. Sai Carlos Cardoso e em seu lugar, o grupo escala Welby Andreatta, irmão de Thiago. Quase no mesmo período, uma segunda guitarra é escolhida: é a vez de Adriano Cavini integrar a base dos sons executados.

Pouco após, Thiago, devido a problemas pessoais, deixa espaço para Kleber Melenchon; seguidamente, Welby é substituído por Chico Domene, que ainda traz, em seu rastro, Magda Léllis e Lucas Damasceno, dupla responsável pelos backing vocals. Sai Lucas Damasceno, Chico Domene, Fernando Gamaliel, Rafael Ornelas e Lucas Reis, sendo este último substituído por Fernando Aschenbrenner.

A atual formação da Banda Encruzilhada foi definida com a posterior saída de Magda Léllis, de Marcelo Jacob e Chico Sant’Anna, sendo este último substituído por Guto Meixedo.

Com esta ideia na cabeça e vinte e tantos anos de trajetória, a Banda Encruzilhada, mais uma vez, se arrisca na contramão da Indústria Cultural, ou seja, mergulhando na experimentação de novos caminhos e sonoridades por meio da mistura de algumas tendências notórias e outras esquecidas pelo público em geral; assim, a banda pretende continuar movendo engrenagens musicais que, se bem compreendidas, tendem a alterar, de forma indelével, a percepção vulgar vigente.

Renato

Renato Sanches
Nascido em 11/05/72. Compositor e baixista. Iniciou seus estudos de música com seu primo Márcio Sanches somente após fundar a Banda Encruzilhada em 1996 em Avaré/SP, sendo esta a única banda que integrou. Estudou violão com o Prof. Teixeira e baixo com Maú e Toty. Hoje estuda piano clássico.

Influências: eclético – gosta de conhecer muita coisa, mas não gosta de tudo que escuta.


Adriano

Adriano Cavini
Guitarrista autodidata, ainda na adolescência, fez aula de violão com o professor Benê, hoje uma das referências musicais da cidade. Pouco tempo depois, começou seus estudos em sua Giannini Sonic vermelha, que o acompanhou por um bom tempo. No final dos anos 90 formou a banda Dear Mother, tocando covers de Heavy Metal e Rock Clássico pela região.

Em maio de 2012, foi convidado da Encruzilha (já eram amigos de longa data) a fazer uma participação em um show; porém, ainda durante a citada apresentação, foi convidado a participar do grupo. Desde então, ocupa uma das 6 cordas da Encruzilhada.

Influências: os mestres clássicos do Blues, A Santíssima Trindade (Led, Sabbath, Purple), e várias outras bandas britânicas dos anos 60 e 70, como Cream, Free, Yes, Stones, Floyd, Jethro Tull, etc.
Heavy Metal Inglês anos 80 (NWOBHM), Southern Rock, como Gov’t Mule, The Alman Brothers Band, Lynyrd Skynyrd, entre outras.
Entre os guitarristas estão:
Page, Blackmore, Clapton, Duane Allman, Hendrix, Vaughan, Warren Haynes, Derek Trucks, Jeff Beck, Gilmour, Paul Kossof e especialmente Tony Iommi.


Luke

Luciano “Luke” Rodrigues

Comprou seu primeiro disco, um compacto do The Beatles, aos seis anos. Esse fato já refletia seu futuro caminho: espelhando a natureza do ramo materno Battistetti, ele sempre se mostrou uma pessoa musical por essência. A partir dos 14 anos deu início a seu aprendizado de Violão Clássico com mestres do quilate dos avareenses Teixeira e Benê, assim como do músico/luthier Edmar Luighi, considerado, atualmente, um dos profissionais mais renomados, em sua área, em todo o país.

Durante os anos 1990 foi uma personalidade conhecida em festivais de expressão nacional, como a Feira Avareense de Música Popular (FAMPOP), por meio de suas principais bandas na época: Asas do Destino e, em um segundo momento, Gato Preto; ao mesmo tempo, também passaram a se apresentar em várias cidades da Região – ainda nesta época, teve uma passagem relâmpago pela banda Encruzilhada, ficando por poucos meses no grupo. No entanto, a partir de 2004 resolveu deixar a Música de lado, dando a si mesmo uma década sabática.

Já a partir de 2014, por sua vez, deu início ao seu retorno gradativo integrando bandas e grupos de amigos, o que ajudou a acordar sua veia artística. Em 2023, foi reconvocado a assumir uma das guitarras da Banda Encruzilhada.

Influências: De todas, a principal é a banda inglesa Black Sabbath e o guitarrista Tommy Iommi.


Guto

Guto Meixedo nasceu em 09/07/67.
Na música desde 1982, o Rock sempre foi o fio condutor de sua vida. Com passagens marcantes por bandas como Asas do Destino e Gato Preto, conquistou espaço na cena musical e teve sua arte reconhecida ao vencer o prestigiado festival Fampop, como melhor música avareense.

Após alguns anos de silêncio nos palcos, dedicados a questões profissionais, ressurgiu a necessidade visceral de cantar — não apenas como ofício, mas como destino.

Agora, em 2025, após o convite de amigos de longa data, encontra-se na encruzilhada criativa que transforma pausas em renascimentos.

Sua música retorna mais madura, carregada de história, emoção e intensidade, pronta para tocar corações e escrever um novo capítulo de sua trajetória no Rock and Roll.


Fernando

Fernando Cesar Aschenbrenner, Baterista autodidata, pioneiro da cena roqueira de Avaré, foi um dos fundadores da Banda Zona Proibida, a primeira banda de rock pesado de Avaré, que fez seu primeiro show em 24 de agosto de 1985. Embora tenha durado poucos meses, esta banda influenciou uma geração inteira de musicos, fazendo com que várias bandas surgissem posteriormente, formando uma cena musical que se estende até hoje.

Depois, Fernandão foi para São Paulo, onde fundou juntamente com Edmar Luighi, a banda Contraversão, a qual tocou por anos em vários locais de Sampa, inclusive no lendário Madame Satã.

Mais tarde, de volta a Avaré, Fernandão, tocou em algumas bandas cover, participou de várias FAMPOP, tendo inclusive ganhado uma de melhor música avareense, com a banda Reflexões Suburbanas no ano de (1995). Fernandão, tentou retomar o Zona Proibida, mas, a certa altura, houve uma pausa na carreira musical por 13 anos, até que recentemente fez alguns shows com uma nova formação do Zona Proibida, com nomes conhecidos na cena roqueira de Avaré, como Carlos Moreno, Thiago Oliveira, Nilsinho, Eder Zavanella e Ricardo Veiga, no Moto Rock de Avaré e em Taquarituba.

Na sequência uma nova tentativa, um power trio, com Silvio Quartucci e Alberto Simões, o Dinosssauro Rock’s, uma breve passagem e agora, convidado a participar da banda Encruzilhada, Fernandão parte para uma nova experiência musical que tem tudo para ser bem sucedida, tendo em vista a experiência e a excelência dos musicos e a estrutura da banda.

Influências: Fernando começou a se interessar pela música aos seis anos de idade, sendo que, a primeira banda que curtiu, foi o Queen. Bateristas que influenciaram sua música são principalmente John Bonham, Ian Paice e Bill Ward.